Don Fábio
Não sei o que me espera, por isso vivo o presente.
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ARAPUCA
Quando éramos criança nas férias íamos para o sítio, lá uma das nossas diversões era caçar passarinho. Acordávamos bem sedo, pegávamos nossas arapucas (armadilhas) e saíamos para a mata, local de seu habitat natural. Ao chegar armávamos as arapucas e como iscas colocávamos comida ou outro pássaro para atraí-los (necessidade e desejo), o local teria que ser em sua rota e a arapuca teria que está camuflada para que não desse a menor chance de ser descoberta. Nós os caçadores, os maiores beneficiados, teríamos que está escondido e em silêncio, coisa difícil para uma criança fazer. Ao pega-los os colocávamos em outra gaiola e dávamos a eles água com açúcar para tentar acalma-los, pois eles ficavam bastante nervosos ao se perceberem presos. Voltávamos orgulhosos para casa ao conseguir trazer o maior número de pássaros, eram sentidas como conquistas honrosas. Estou falando de minha ingênua infância ou de como somos caçados por um sistema opressor? A estratégia é a mesma a diferença está no grau de ingenuidade do beneficiado. Por isso tomemos cuidado com as iscas que são postas em nossos caminhos, nossas necessidades e desejos quando não bem conscientizados podem nos levar a caminhos tortuosos!  
 
Don Fabio Nery
Enviado por Don Fabio Nery em 21/09/2019
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